Wednesday, January 31, 2007

TCC à vista!

Março de 2004. Lá estava eu, carregando uma ternurinha na barriga à caminho da Ufpa. Um lugar totalmente desconhecido, mas que exerce um fascinio sobre a maioria dos mortais. Era uma nova etapa que eu tinha vencido, porque hoje não me imagino estudando física e quimica para um vestibular de novo.
Mas confesso que tive sorte. Minha escolha não foi em vão. O universo da história me fascinou, apesar dos comentários nada felizes de "credo, tu vais ser professora de história!".

Bom, estamos no inicio de 2007. Em tese este é meu último ano de graduação, mas prtendo que não seja o último na Universidade. Aliás, não quero sair nunca de lá.

Mas está chegando a hora mais temível para qualquer graduando: a defesa do TCC. E eu agora que decidi meu objeto. Nem sequer problematizei. Problematizar? Eis a questão. Talvez as minhas escolhas sejam sempre meio loucas e intimistas demais. Escolhi algo que me divertia demais, e porque não unir o útil ao agradável? Deixei em stand by um tema interessante, no qual já tinha a idéia 99% encaminhado. Mas já viu né? Me enchi do tema e parti pra outro. Só espero não me encher de novo deste, senão, não saio nunca da graduação.

Wednesday, January 17, 2007

Da mentira

Sabe aquelas uma daquelas perguntas clássicas de diário: o que você mais detesta? E em geral se responde todo categórigo: Mentira.
Ai vai uma pergunta cretina: Você nunca mentiu? Nunca, nunca, nunca?

Você deve dizer: ah, mais foi um caso de extrema necessidade. Eu poderia perder meu emprego, o professor poderia não me deixar fazer a prova de segunda chamada, mas foi uma mentirinha boba e sem importância.

"Quem vive mente mesmo sem querer E fere o outro não pelo prazer, mas pela evidente razão: sobreviver " [Trecho da música Agora eu sei, Zero].

Ou seja, sempre quando é preciso, apelamos para uma mentira. O seu intento não é prejudicar (em geral), mas apenas se defender de alguma situação em que você esteja desprivilegiado. Usando uma linguagem darwinista, a mentira seria uma espécie de mecanismo de sobrevivência. Não é por acaso que os melhores mentirosos em geral se dão muito bem.

Sunday, December 31, 2006

Adeus ano velho!

" (...) o ano termina, e nasce outra vez (...)". O ano termina e nasce outra vez? Ou como diria Cazuza, "o tempo não pára"? Será que eu tenho 22 anos como imagino? Bom, sem mais delongas, estou fazendo uma reflexão do que é o tempo. O tempo cronológico tal como faz sentido para nós (e que talvez de outra maneira não faça o menor sentido).
Mas volto aqui a elogiar a brilhante capacidade humana de atribuir sentidos para a sua existência (ou melhor, construir sentidos). E não me cabe aqui entrar em pormenores que não nos levariam a lugar algum, só nos perderíamos em lugar nenhum. E portanto, só me cabe desejar a todos um Feliz Ano Novo (é o que mais tem sentido não acham?)

Wednesday, December 27, 2006

Nostalgia (II)

Parece que nostalgia virou moda. Aliás, o que não vira moda hoje em dia. Mas é incrivel como uma febre de anos 80 está se alastrando pela cidade. Ou melhor, em alguns pontos. Já existe até uma festa temática.
Até aqueles que antes torciam o nariz quando ouviam falar em anos 80 estão aderindo à moda. E não se contentam em ouvir apenas os rocks clássicos que fizeram sucesso na década ( e que fazem até hoje), e partem para o lado trash da coisa. Cantam em coro: Cola o teu desenho no meu pra vê se cola/ Cola o meu retrato no teu me namora/ Comigo nessa dança/Um sonho de criança/E o meu coração colado ao teu/ Pra vê se cola.
Se requebram ao som de Magal, se esguelam ao som do Trem da Alegria, dançam colado ao som de Ritchie. E o pior, não é só uma vez ou outra, se torna frequente. Freguesia certa. Esse negócio vai longe. Até cansar e aderirem outra moda. Mas até lá, se rasguem e soltem o lado mais trash que existe dentro de você.

Tuesday, December 26, 2006

Nostalgia

O que é nostalgia? O dicionário respondeu-me que era sinônimo de saudade. Mas saudade é um termo mais abrangente que nostalgia. Em geral, nos reportamos à nostalgia como a saudade de um tempo bom, mas nem sempre usamos o termo quando nos reportamos à pessoas. Não dizemos "tenho nostalgias do meu ex-namorado", "da minha prima distante", "da minha filha que está longe de mim".
Nostalgia é algo bom de sentir, mas que aperta o peito. Em geral, uma lágrima escorre pelo rosto ou dá um nó na garganta. É comum pensarmos: aquele era um tempo bom, o tempo que passou. O presente, é o monótono, sem graça. Mas o presente amanhã será passado e então ele se tornará um tempo bom. Ou seja: a gente gosta de sofrer,nos faz bem;nos faz sentir humanos; que temos um sangue quente pulsando nas veias.
Ninguém gosta de sofrer por amor, mas adora se apaixonar e se apaixonar é sofrer, se tornar egoísta, se tornar bobo. Depois que ela passa, pensamos: eu fui idiota...mas fui feliz!

Friday, September 08, 2006

Somos tão independentes quanto pensamos

Este texto era para ser postado ontem, dia da Independência, mas como todo dia é dia lá vai:

O que significa dizer: - Sou independente!
O conceito de independência está intimamente ligado ao de liberdade. Pois sendo o dicionário:
do Lat. libertate
s. f.,
faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio qualquer coisa;
gozo dos direitos do homem livre;
independência;
autonomia;
permissão;
ousadia;
(no pl. ) regalias;
(no pl. ) privilégios;
(no pl. ) imunidades.

- de consciência: direito de emitir opiniões religiosas e políticas que se julguem verdadeiras;
- de imprensa: direito concedido à publicação de algo sem necessidade de qualquer autorização ou censura prévia, mas sujeito à lei, em caso de abuso;
- individual: garantia que qualquer cidadão possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos, exceto em casos previstos por lei.

Podemos então dizer que somos independentes quando temos um alto poder aquisitivo; quando temos uma forma diferente de pensar; ou apenas, pelo próprio fato de fazer parte de uma nação democrática.
A partir do século XIX, começou-se o processo de independência das colônias latino-americanas, inclusive o Brasil. Este processo histórico delimitou em grande parte o que somos hoje: um país independente e não mais uma colônia submissa à metrópole, Portugal. Até hoje essa idéia é fixada em nossa mentalidade através do mito de independência, o famoso 7 de setembro de 1822 e o grito de “independência ou morte” de D. Pedro. Obviamente que o processo de independência foi fruto de insastifações políticas e pressões econômicas externas. Mas onde estava o povo? Como ele se via dentro desse processo? Será que eles assistiram bestializados, como afirmara Aristides Lobo na época?
O fato é que a situação do povo não mudou significativamente. Aumentou a pobreza, o desemprego, a insatisfação popular é visível no decorrer da nossa história. Se todos somos iguais perante a lei, então há algo de errado? Se todos têm direito à educação, o que explica tantas crianças fora da escola? Se todos tem direito à saúde, o que explica as imensas filas em busca de uma ficha para ser atendido? Se todos têm direito a uma vida digna, o que explica a presença de trabalhadores em regime de escravidão em alguns lugares de nossa região? Se todos somos iguais o que explica os negros precisarem de cotas para ingressar no ensino superior para assim garantirem sua representação?
Na escola aprendemos a bradar o dia 7 de setembro como um ato patriótico, que merece toda a reverência com direito a paradas militares, asteamento da bandeira e cantar o hino nacional. É uma pena que este sentimento patriótico não vá além deste discurso ideológico. Mas viva a liberdade! Independência ou morte!

Thursday, August 10, 2006

Ideologias

"Pare de procurar eternamente; a felicidade está bem ao seu lado". Será?

"Querer é poder". Desde quando?

"Deus ajuda a quem cedo madruga". Milhares de pessoas aguardam ajuda a vida inteira.

"Você é do tamanho dos seus sonhos". Então tem gente que nem se dá ao trabalho de sonhar.

"As pessoas boas devem amar seus inimigos" hahahahaha. Esta é sem comentários!

Se for fazer gosto vou ficar aqui transcrevendo um monte de balelas que de certo ponto tem sentido. Mas não passam de ideologias que insistem em nos inocular, para que não questionemos nada e aceitemos o mundo como ele se mostra de maneira pacífica.